Tuesday, 21 April 2015

Before & beyond Ubuntu there is Ujamma... lets rebuild a hope from the ashes of Afrophobic atacks

Let the heart of Africa (music & drums) speak to heal "afrophobic" wounds from the black continent.

If South Africans with their insane xenophobic saga have killed the spirit of Ubuntu, one of their own making, we as Africans, we should seek no revenge… instead, Africans should unite to rebuild spirit of "Ujamaa" (familyhood).

Unlike the Ubuntu that never existed in real life, and the realisation that its an ideology invented by South Africans when they turned to Africa support to gain their independence from Apartheid, Ujamaa is the only concept that truly represent Africa spirit and forms the basis of social and economic development policies of self-reliance in the continent.

It may not be popular or practised nowadays by many of corrupts leaders in the continent but, when Mwalimu Julius Nyerere conceived it, there were two principles that are alive in every African person today regardless the race, sex, political or religious  believes, sexual orientation, economic status, disability, etc. in two contexts: firstly, as referring to the extended family of African communalism; secondly, with reference to the creation of common good at time through agricultural collectives known as Ujamaa villages.

The "Ujamaa" (familyhood) was followed by Samora Machel in Mozambique, whose policies seek to recapture the principles of joint production, egalitarian distribution and the universal obligation to work which were found within African communalism.

So if anything positive emerges from these xenophobic attacks in South Africa, certainly is to strengthen South-South cooperation yes but, not by looking southwards in the continent for any leadership. We should rely on ourselves to revive the "Ujamaa" (familyhood) in every village, so that no African person, or any human being for that matter, feels unwelcome for setting a foot in any part of the black continent that he or she wish to settle.

Wednesday, 15 April 2015

Da Retórica a realidade da Xenofobia na Africa do Sul, nasceu um novo termo para catalogar a nossa barbaridade como africanos e negros: Afrofobia

É preciso que os africanos, especialmente nós os negros, encontremos uma maneira de produzir aceitação e cooperação de  todas as comunidades independentemente da raça, género, origem, lingua, educação, status social ou deficiência. É preciso que os africanos evoluam e sejam gente civilizada. Estes ataques de Durban são uma memória indelével, dos ataques xenofóbicos que sistematicamente submergem na Africa do Sul. Criados e incitados pelos homens,  tanto os de 2008 e 2010, não diferem destes incitados pelo Rei Zulu Goodwill Zwelithini, que Boa’Vontade (Goodwill) não tem nada. O que os negros Sul-Africanos monstram quando queimam seus semelhandes somente porque os consideram "kwerekwere" (termo pejorativo para designar estrangeiros), provam que são piores que os Boers movidos pelo odio racista instituiram o apartheid em 1948.
Como querem que apelide os meus irmão negros Sul-Africanos, quando queimam vivo, catanam, e barbaramente assassinam um serv humano da sua própria cor, somente porque são movidos pelo ódio e inveja pela diferença/estrangeiro de o outro ter uma loja ou barraca, ou emprego na terra deles? Como fica a imagem que projectamos nós todos como negros, quando o mundo vé estas imagens do Apocalipse de homens e mulheres se arrastando ardendo vivos, que o único pecado que fizeram é ser diferente?  Aqui não interessa se é um Moçambicano, Zimbabweano ou Etiope que é vitima. Somos todos nós negros que somos vítimas. Não interessa se são os Zulus a perpetrarem estes ataques desta vez, são todos os negros Sul-Africanos cumplices, porque estes ataques já aconteceram no passado um pouco por todo o lado nessa terra que SEM VERGONHA se auto intitula “rainbow or beloved country”. Numa terra onde negros matam outros negros não pode ser o país do arco iris e nem um país amado. So pode ser o inferno na terra e uma vitória para o apartheid. Esta coreografia macabra com mistura ou coctail de genocido e afrofobia que os negros sul-Africanos fabricam e bebem de tempos em tempos, mostra um retrato deste tempo mais vergonhoso na história da África do Sul.

Quando ouvimos jovens negros, fortes e capazes de trabalhar e ganharem o pão com o seu suor, a falar com ódio e um olhar sanguinário, segurando machados, paus e catanas a falar que esta perseguindo para expulsar o makwerekwere longe de seus bairros, sinceramente? Homens e mulheres fortes e capazes, cheios de ódio e inveja contra um Somali, somente porque abriu uma barraca e prosperou? O que impede a ele de abrir a mesma barraca? Será a banca Sul-Africana dá emprestimos e preferencia a estes makwerekwere? Os negros Sul-Africanos se têm alguém a pedir contas, que peçam aos seus governates e não decarreguem o seu ódio e frustrações contra estrangeiros.  Demorou muito tempo, muito tempo, para o governo a agir agora e como no passado. Mas, eventualmente, o Presidente Jacob Zuma (JZ) irá falar, talvés mais uma vez demonstrar remorso e emitir um pedido de desculpas ", cabisbaixo como se tivesse vergonha por ter traído os sonhos de muitos dos seus concidadão e gerações, especialmente os negros?

Tem remorsos este governo de JZ, se foi o mesmo que em 2013 ordenou a matança de 34 mineiros em Marikana. É possível que com a chamada do exército a violência seja debelada como das outras vezes. Haverá desculpas de um "elemento criminoso", sendo responsáveis, sugestões de que a violência foi instigada por uma "mão invisível" que não o Rei Zulu Goodwill Zwelithini, com uma agenda política e que não havia incentivos financeiros. Haverá estudos académicos e investigações por parte de organizações não-governamentais, vão-se criar comissões de trabalho e serão feitas recomendações. Uma desculpa igual a que todos os países africanos fazem, será deitar culpas ao apartheid e até ao colonialismo. É sempre assim, que nós negros africanos estamos habituados a dizer. Foi assim no genocídio do Ruanda, porque os belgas criaram o favoristismo de uns contra os outros (Tutsi vs Hutus). É assim na República Centro Africana, Nigeria, Somalia, Kenya, sempre os culpados são os europeus colonialistas, e nós somos uns santinhos.

Mas se o povo sul-Africano não evoluir na histíoria e adoptar uma cultura civilizada, a Afrofobia irá regressar, porque o que estarão a fazer é colocar os ataques xenófobos (Afrofóbicos) num Pandora's Box  que daqui ha uns tempos irá se abrir novamente. A realidade do improviso "campos de refugiados", instaurados em esuqdras de policia, igrejas e campos de IDPs, vemos mães confortar crianças, tentando explicar foram forçados a abandonar as suas casas, e se fugiram das suas terras para Africa do Sul, por qualquer motivo que for, fugiram para o inferno, e que terão de abandonar essa terra ex-rainbow para recomeçarem noutras paragens. Não só porque sao estrangeiros ou makwerekwere, mas especialmente porque são pobres.

E este problema não se resolve chamando ou exercito ou policia quando JZ gasta 240 milhões de randes gastos do erário público para restauração do seu complexo privado, dinheiro esse que podia financiar escolas e saúde para as crianças Sul-Africanas, ele é o principal cantor e instigador desta nova “orquestra” africana chamado Afrofobia. Ele (JZ) sabe  que a África do Sul só precisa de uma faisca ou isqueiro para incendiar o país, especialmente quando ele deixa problemas sociais a ferver por muito tempo. Não ajuda para os políticos a intensificar menssagens de tolerância somente quando as tensões são elevadas e, e quando não há disturbios sociais passam o tempo a encher os seus bolsos. O Governo de JZ e de outros que passaram deveriam ter dado uma liderança no seio das comunidades ao longo destes últimos vinte anos, desde 1994 que o governo da maioria negra esta no poder,trabalhando para mudar as construções sociais, respondendo as assimetrias sociais, e construindo uma nova nação mais tolerante as diferenças se quizessem continuar a ser rainbow country.  Em vez disso, delipidando os recusros públicos e criando uma corja de milionários negros, que só sabem encher os seus bolsos, é implicitamente enviar recados a população que se estão na desgraça, é por causa dos estrangeiros.

Se os autores material destas matanças do estrangeiros nos suburbios de durban ou JHB, são pobres negros sul-Africanos que não têm onde cair morto, o autor moral da Afrofobia é a nova elite de negros Sul-Africanos no poder, que só olha para as suas barrigas e não se interressam para o futuro dos seus concidadão negros. Esta elite negra Sul-Africana no poder, só tem o objectivo e legitimidade de arrancar a riqueza que os boers e brancos Sul-Africanos acumularam injsutamente durante os anos do apartheid, não para distribuir ao povo, mas para acumular somente para si. Os A verdadeiros autores da extensão do medo e terror por que os estrangeiros passam na Africa do Sul nestas ultimas semanas é responsabilidade do Governo do Presidente JZ. Ele pode fingir que se desdobra a condenar a violência e gastar tempo a debateram a semântica, sobre se é tecnicamente 'xenofobia' ou melhor 'Afrofobia', ou fazer uma marcha de paz, como estadista, ele falhou para com o povo Sul-Africano.  É tempo de colectivamente os líderes africanos se chamarem a razão e colectivamente agirem.

A Afrofobia não é só um problema dos Sul-Africanos. Existem pessoas cheios de ódio e inveja contra a diferenças, sejam eles, de género, étnicas, religiosas, orientação sexual ou política. Existe muita intolerância e radicalismo de nós africanos contra o nosso semelhante. Precisamos encontrar uma maneira de produzir aceitação e cooperação dentro das nossas comunidades e para acabar com esse ressentimento, ódio e inveja. Se não o fizermos, a situação continuará a ferver em banho maria e vai explodir mais uma vez e talvés em outros lugares. Temos de mais de imagens indeléveis e suficientes para aprendermos, sobre ataques violentos contra a diferença, quer sejam estrangeirosou não. Esses arquivos vergonhosos nos bancos de dados da nossa memória colectiva, devem ser queimados e esquecidos.

Eu sei que eu faço para me tornar uma pessoa melhor. E eu não quero ver mais nada sem os olhos, valores e princípios humanos e de DEUS.

Tuesday, 14 April 2015

Quer você goste ou não dele, veja as lições de líderança de Filipe Jacinto Nyusi

Ter um coração para a liderança pode criar problemas a qualquer um que se preze ser lider. Se você for como eu, sua mente analisa continuamente o ambiente para exemplos de profunda liderança, e nesse caso você será uma curiosidade insaciável sobre os atributos e comportamentos que separam os líderes transformacionais daqueles que são meramente eficazes.

A recente eleição de Filipe Jacinto Nyusi para o Cargo de Presidente do Partido FRELIMO, e o início da sua Primeira Presidência’Aberta avivou a minha mente com algumas dessas qualidades de liderança. Quando anúnciou no seu discurso de tomada de posse “O Povo é meu (Ele Nyusi) Patrão” muitos não entenderam o significado dessas palavras e nem viram liderança Nele (em Nyusi). Quer se goste ou não de Nyusi, ou se confie nele ou se ache que é cedo, ou ainda que é “miúdo”, as seguintes gemas de liderança em Nyusi são dignas re realce e consideração.


1. O trabalho com Propósitos precisa coragem.

Vamos encarar a realidade. Para Nyusi conseguir-se eleger como candidato da FRELIMO, Presidente da República e Chefe de Estado, assim como a Presidente do Partido FRELIMO passou por um verdadeiro teste de liderança nesses corredores do poder e se sobreviveu a esse espremedor é porque tem qualidades inegáveis de liderança. Falou-se coisas horriveis sobre ele, especialmente que era um pau-mandado. Questionaram a sua integridade. Suas decisões. Mesmo sua inteligência. Já lhe chamaram de todos os nomes, e como a Presidência esta a começar e em política o jogo continua sem cessar, os seus inimigos não vao parar de falar mal dele, assim como já começou a corrida Presidencial para 2019 e o falar mal pode piorar. Ele sabe disso, e ele não se assuta com isso. Ou ele é imune, ou ele realmente acredita na sua capacidade de fazer a diferença. O que move a Nyusi, se ele não precisa de dinheiro, poder ou fama se não fosse o cuidado pelo próximo? Você acredita que ela iria sujeitar-se a si e a sua família na tarefa ou emprego mais difícil do país? Pense nisso: Ser Presidente e Chefe de Estado, é um trablaho a tempo inteiro se sem descanço, uma locura onde se trabalha 24 horas-dia durante 1825 dias que dura uma mandato Presidencial. Adicionado a isso esta a locura de lidar e defender o país das adversidades do mundo lá fora, como a subida/baixa de preços de petróleo, seca na Austrália que leva o preço do pão subir, mudanças climaticas e desastres naturais, conflictos e crises ecómicas que, mesmo se passando em terras distantes, podem contribuir para trazer ou tirar o pão na mesa ou esteira dos 24 milhoes de Moçambicanos. Todas estas coisas que um Presidente não controla, influenciam na Presidência de um país. Se você não sabia destas lucuras, então você tem uma ou duas coisas a aprender sobre liderança. Qualquer coisa verdadeiramente transformacional exige coragem revolucionária. E, neste caso, a revolução está sendo certamente televisionada.

2. Experiências de trabalho diversificada cria confiança.

Você já reparou como é difícil para intimidar Nyusi? Isso porque ele está bem preparado. Ele serviu como operário, enginheiro, Gestor, Professor, Ministro. E nesse percusros de vida, algumas vezes já ganhou e outras perdeu, e como ele não é Santo, já empurrou e já foi empurrado, já esteve no primeiro plano, mas também e em segundo ou lá nas origens mais humildes. Hoje, sinto-me duramente pressionado para dizer que Moçambique teve sorte, não poderia ter tido um Presidente melhor que não fosse Nyusi. Ele é alguém mais intimamente familiarizado com o cargo de Chefe de Estado, e dentre todos os que se candidataram, quer nas eleições internas na FRELIMO, quer os da oposição que concocorreram com ele, salvo aqueles que já foram realmente presidentes, Nyusi é o melhor que o país poderia ter. Experiências profissionais variadas deram-lhe uma visão mais abrangente. Um líder com uma visão forte, apoiado pela experiência, é um líder mais confiante.

3. Ser líder não é ser todo poderoso. Se no início você não conseguir, tente, tente novamente.

Não é invulgar aparecerem tarefas difíceis para um Presidentee não saber como resolver. As exigências da oposição em Autarquias Províncias é um sinonimo disso. Nyusi, não é dono país e já disse que vai consultar os donos do país: o povo. Se bem que na minha pobre opinião, não vejo incostucionalidade na proposta das autarquias províncias. O que é inconstitucional é a pretenção do líder da oposição nomear os governadores nas províncias onde elegadamente ganhou. A irmos para as autarquias provincias, a única via viável é a eleição dos Governadores Províncias, como acontece com as Assembleias Provínciais. O líder da Oposição, pode propor o que quizer ao Chefe de Estado, mas alterações constitucionais dessa natureza, o Presidente Nyusi fez bem em dizer, vamos consultar os donos do país: o POVO Moçambicano. E isso não deve ser olhado como falta de liderança, mas devolver o poder ao povo e inspirar-se nele para governar. Alguns têm dificuldade de, tendo “a faca e o queijo na mão” ir consultar aqueles que detêm o poder legitimo, o povo. Olham isso como uma fraquesa. Qualquer liderança têm delicados que não ecolhem o momento para aparecer. E todos nós experimentamos em algum momento decisões difíceis ou mesmo quedas, quanto mais cedo aprendemos a nos erguermos e sacudir a poira da nossa queda, melhor. Como líder, em vez de recuar, podemos aproveitar essa oportunidade para crescer as nossas lacunas - para aprender novas habilidades, ganhar novos conhecimentos, e criar novas conexões. Nyusi tem mais força agora que é também Presidente do Partido FRELIMO do que quando era somente Chefe de Estado. E, mesmo assim as suas qualidades de liderança lhe dizem que deve consultar e conviver com o Povo. Não é fácil ser-se humilde quando se esta no topo da colina,  somente um líder sabe fazer isso, porque sabe onde as pedras estão!

4. Os "haters" não faltam e vão continuar a odear.

Notícia de última hora: Nem todo mundo vai gostar do líder. Na verdade, a mais dramática das mudanças que o líder está defendendo, mais resistência dos inconformados receberá. Infelizmente em democracia com excessivo libertinismo, nem sempre essas resistências ou não concordância são exercidas com respeito. Diga-se de passagem, os pronunciamentos de um certo líder da oposição incluindo de um certo parlamentar, que lhe foi retirado imunidade e colocado numa camisa de forças (BO), deixam muito a desejar. Às vezes é francamente desagradável como certos sectores tratam o Simbolo de Chefe de Estado. Mas o Chefe de Estado, por ser líder testado em aguas turbulentas, não vai precisar dessas camisas de forças.   Mas o trabalho do líder é certificar-se o seu coração seja puro, suas motivações sejam correctas, e seu comportamento esteja em sincronia com os seus valores. Todavia, ao Presoidente Nyusi convém lembrar que ele também devem perceber que como um líder, é chamado a servir com distinção o cargo de Presidente e, sempre a pensar nos 24 milhões de moçambicanos (e serão 30 milhões em 2019) sem importar quem votou ou concorda consigo como líder. Se um líder se lembrar e respeitar essas regras, ele poderá apanhar todos os aralhões, vai manter o seu legado inclume.

5. O seu sucesso, muitas vezes não será sobre você. Ou, pelo menos, não só você.

A presidência de Filipe Jacinto Nyusi é simbólica. Sendo o Primeiro Presidente que não é vetereno da Luta Armada de Libertação Nacional, muitos vão avalia-la contra as questões que os preocupam individualmnte a que Nyusi deve responder na globalidade. Outros vão avaliar  por causa do que, ou quem, ele representa. Uma certeza, é que a presidência de Filipe Jacinto Nyusi dá mais confiança na unicidade do Estado e cimenta mais a Moçambicanidade. Ela vai dar ao Povo mais confiança que eles, também, pode atingir alturas mais elevada do que a história tem permitido, e maior do que as projecções actuais sugerem. Como nós aprendemos com o nosso actual estado de coisas, este tipo de avanços não está isento de problemas. Mas, com ou sem problemas/dificuldade, um sucesso da sua lideranção é o que se espera.

Os próximos 1825 dias vão ser, para dizer o mínimo, muito interessantes. O povo vai prestar muita atenção à forma como Filipe Jacinto Nyusi exerce a sua presidencia e atravessa o caminho à sua frente, e como a oposição reage a ele ao longo desse caminho. Pondo de lado a filiação política/partidária, as lições de liderança de Nyusi estarão maduras para nós colhermos. Ou seja, se você estiver prestando atenção

Monday, 16 February 2015

Porquê o Chefe de Estado Armando Emílio Guebuza deve continuar a liderar os destinos de Moçambique!

Um dos erros mais crassos que Moçambique cometeu foi de, por imposição externa (uma vez que quase na totalidade do orçamento do estado na altura da revisão constitucional que antecederam as eleições de 1994 dependia de doadores ocidentais) aceitar colocar o no. 4 & 5 do artigo 147 da Constituição da República de Moçambique que limita os mandatos presidenciais para dois, se bem que admite que passados 5 anos, o mesmo cidadão poderá voltar a se candidatar. 
Minha visão singela, e não precisa ser constitucionalista, o no. 4 & 5 do Artigo 147 da Constituição da República de Moçambique e' um golpe a democracia (por ser imposição de fora), atenta contra os valores da Moçambicanidade, pois representa interesses inconfessáveis e interferências externos. Hoje, a nossa dependência ao financiamento externo do orçamento do estado esta abaixo dos 40%, dai que é tempo de exercermos a nossa soberania, e implementarmos as decisões que não atentem contra nós mesmos. O trabalho árduo realizado pelo actual Chefe de Estado Armando Emílio Guebuza para redução dessa dependência externa é de louvar e essa dependência pode ainda ser reduzida se o Chefe de estado continuar a nos iluminar com a sua liderança. Somente os inimigos de Moçambique podem clamar pela saída do Presidente Armando Emílio Guebuza, porque o povo do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Indico esse esta com filho querido deste país. 

No meu entender, não se cimenta a democracia forçando a limitação dos mandatos presidenciais. Neste momento Moçambique tem na liderança sabia do Presidente armando Emílio Guebuza, e pelos ganhos alcançados na última década, a maioria dos moçambicanos são de opinião de este deveria continuar a dirigir os destinos deste pais da forma sabia com até aqui tem o feito.
Dada a fase de desenvolvimento crucial que o país atravessa, Moçambique precisa da continuidade da governação sabia do Presidente Armando Armando Emílio Guebuza, sendo este, juntamente com o anterior presidente os únicos governantes sérios e com provas dadas e capazes de conduzir a unidade nacional e o desenvolvimento de Moçambique a bom porto.

Todos os moçambicanos deveriam combater o atentado e emboscada constitucional contida no. 4 & 5 do artigo 147 da Constituição da República de Moçambique e, lutar pela eliminação da limitação dos mandatos presidenciais em Moçambique. A renovação do Mandato presidencial deve ser entregue na mãos dos moçambicanos que, através das urnas (sufrágio universal directo, igual, secreto, pessoal e periódico) devendo o povo ser chamado a decidir sobre a continuidade do cidadão na presidência da República.
Mais especificadamente, gostaria de apelar os governantes deste país na casa do povo para aprovarem uma emenda constitucional pontual que elimina o no. 4 & 5 do artigo 147 da Constituição da República de Moçambique de forma imediata e permita a o Presidente Armando Emílio Guebuza continuar a sua governação, por ser esta visão de que o país precisa.
Moçambique não deve aceitar e se curvar contra este golpe do imperialismo contido no no. 4 & 5 do artigo 147 da Constituição da República de Moçambique. A democracia não se aprofunda reformando os que sabiamente dirigem este país. Uma equipa que ganha não se muda e os avanços conseguidos pela liderança do Presidente Armando Emílio Guebuza devem ser protegidos para que catapultem a todos os moçambicanos rumo ao desenvolvimento.

Se queremos aprofundar a democracia poderemos, por exemplo criar círculos eleitorais uninominais, o que ira permitir que deputado de Lichinga trabalhe para o círculo de Lichinga e o de Montepuez para o seu círculo de que são eleitos, e se não o fizerem terão de enfrentar o risco de não serem reeleitos, isto pela vontade popular. A criação de círculos eleitorais uninominais ira fazer com que os deputados, a exemplo das municipalidades, sejam eleitos pela competência e não durmam ou coloquem a sua incompetência por detrás das boleias das listas partidárias. As eleições municipais mostraram que não basta só ser deputado do partido no poder para ser eleito, mas é preciso também ser-se competente e granjear simpatias pelo eleitorado. Tenho máxima certeza de que, alguns deputados hoje na Assembleia da República, não conseguiriam se fazer eleger se tivessem de concorrer num distrito específico. E o aprofundamento da democracia que se pretende, não deve ser atentando contra a legitimidade do Chefe de Estado. Basta que se organizem círculos eleitorais onde os actuais 6 milhões de eleitores seriam divididos em espaços geográficos compostos por um grupo de 24000 cidadãos que seriam chamados círculos eleitorais uninominais. Assim sendo, se uma localidade tem 24 cidadãos poderá eleger um deputado, e só dessa forma se aprofunda a democracia. Doutro modo, como se pretende implementar agora na limitação dos mandatos presidências é um insulto a nossa inteligência. 

Nenhum cargo electivo através do sufrágio universal directo, igual, secreto, pessoal e periódico deve ser limitado a priori. O povo é que deve decidir nas urnas se quer ou não a continuidade da liderança do Presidente Armando Emílio Guebuza e o país não pode se por refém de um conceito colonialista, imperialista e não democrático como aquele articulado no no. 4 & 5 do artigo 147 da Constituição da República de Moçambique.

Eu sou a favor de um Moçambique onde o poder resida no POVO, e você?

Ilações da Eleição de Filipe Jacinto Nyusi e a Liderança de Armando Emílio Guebuza!


Há quem tenha ficado surpreendido e boquiaberto com a eleição de Filipe Jacinto Nyusi para o cargo de Candidato da FRELIMO para as eleições Presidenciais de 15 de Outubro de 2014. E, dado o potencial da FRELIMO, tudo indicava que Filipe Nyusi seria o próximo inquilino da Ponta Vermelha. Todavia, tudo isto é graças a liderança de um Homem: Armando Emílio Guebuza, que se lhe reconhece uma visão de não criar líderes, mas descobrir habilidades e capacidades de liderança nas pessoas e providenciar o caminho para eles brilharem ou para porem as suas capacidades e habilidades em prática. Senão vejamos:

A primeira ilação. Dos três prés candidatos, Filipe Nyusi, era o que menos experiência ministerial tinha. Os outros dois candidatos (Pacheco e Vaquina) já tinham tido pastas governamentais há mais tempo que Nyusi, incluindo aos outros candidatos (Luisa Diogo e Aires Aly). Mas, contrariamente ao que se pensava no início, a nova liderança de Filipe Nyusi não é uma nomeação de Armando Emílio Guebuza, ou da elite da FRELIMO, mas ela emergiu da capacidade que é intrínseca ao próprio Nyusi, que aproveitou a Liderança de AEG como Presidente, que teve uma liderança que não pressuponha ter todas as respostas, mas uma liderança que procurava empoderar outros.

FJ Nyusi, aproveitou a mudança de gerações na FRELIMO, por ser esta a primeira vez que o país irá ser governo por um não combatente ou fundador da FRELIMO. Ao Contrario de Samora Machel que tinha 31 anos em 1964 e 41 em 1975; Joaquim Chissano que tinha 25 anos em 1964 e 35 em 1975; e Armando Emílio Guebuza que tinha 21 anos em 1964 e 31 anos em 1975, quando iniciou a Luta Armada de Libertação Nacional em 1964, Nyusi tinha apenas 5 anos quando a Luta Armada de Libertação iniciou em 1964 e aquando da independência em 1975, o futuro Presidente de Moçambique, FJ NYUSI tinha 16 anos. Certo que ele é foi forjado nas escolas da FRELIMO, mas esta é a principal mudança radical, onde temos o primeiro Presidente que não foi Actor principal na Luta de libertação Nacional.

Nenhum dos cinco candidatos (Nyusi (55 anos), Alberto Vaquina (53 anos), Aires Aly (58 anos), Luisa Digo (56 anos) e José Pacheco) pode se queixar de falta de apoio do Presidente AE Guebuza. Todos tiveram o mesmo apoio e, mas do que tudo, tinham a certeza que AE Guebuza não mudaria a Constituição e não iria se recandidatar. Ainda assim, alguns destes e outros, queriam que AE Guebuza os carregasse no colo e lhes entregasse a cadeira da Ponta Vermelha de Mão-beijada. E a vitória de FJ NYUSI mostra que por detrás daquelas habilidades tecnocratas, ele é líder de verdade. Era o menos vaticinado nas análises políticas, por não ser membro da Comissão Politica, e nem ser membro do Comité Central mostra que ele não ficou a espera de instruções dos mais altos níveis (Comissão Politica ou Comité Central), mas tomou decisões que lhe permitiram fazer o que dele se esperava para servir ao povo.

E AE Guebuza não seria um grande líder a menos que se sentisse genuinamente feliz no sucesso daqueles que trabalham consigo. E a vitória de FJ NYUSI monstra que não se deve ter duvidas que um grupo de cidadãos pensadores e comprometidos com a causa do povo como são a Comissão Politica da FRELIMO podem mudar o mundo, e é única coisa que eles poderiam ter feito. E FJ NYUSI venceu não porque tinha um plano estratégico, ele convenceu os camaradas dizendo “Eu estou pronto para materializar o vosso sonho” para todos os Moçambicanos e criou essa cruzada da sua eleição de candidato da FRELIMO em 2014 onde todo o povo passou a confiar nesse mesmo ideal. FJ NYUSI foi as urnas e mostrou que tem confiança do povo. Senão vejamos: ganhou numa diferença de mais de 1 milhão de votos a Afonso Dlhakama (61 anos e cinco eleições presidenciais consecutivas perdidas) em que muitos analistas vaticinavam ter carisma, “animal político”, etc. mas que nas urnas, o povo decidiu na continuidade do mesmo ideal. A vitória de FJ Nyusi monstra que ele aceitou a vida como ela é – um desafio a nossa qualidade sem a qual nunca saberíamos de que material somos feitos, ou crescer e atingir a nossa máxima estatura.

A diferença entre FJ Nyusi e Luisa Diogo, reside no facto que esta (Diogo) é uma boa gestora que faz as coisas e segue um plano estratégico, mas em termos de liderança é fraca, não move multidões a sua volta. Mesmo entre as mulheres, são poucas que seguem Luisa Diogo, mas admiram o seu trabalho como administradora. E neste processo de sucessão que dura há mais de 9 anos (desde que AEG foi eleito no seu primeiro mandato em 2005), o Presidente AEG não fez mais do que criar oportunidades, libertar o espirito criador e potencial, remover obstáculos, encorajar o crescimento, e providenciar uma orientação daqueles que mostravam qualidades presidenciáveis, e quem percebeu estes ensinamentos do líder conseguiu a indicação da sucessão.

FJ Nyusi acreditou primeiro em si próprio, tinha a maior autoestima e sendo invisível (como muitos cegos o apelidam), conseguir ser indicado como sucessor de AE Guebuza, monstra mesmo que ele é líder e venceu as eleições Gerais de 2014 com 57% e não precisou de uma segunda volta para derrotar copiosamente Afonso Dlhakama que só teve 36% dos votos. AE Guebuza é um verdadeiro líder porque é um mercador da esperança, fala da imaginação colectiva de todos os 24 milhões dos moçambicanos, e nos galvaniza a embarcarmos nesta gigantesca aventura da luta contra a pobreza e havemos de vencer. AE Guebuza como líder inspirou pessoas e motivou o povo a não só sonhar, mas a fazer algo para além dos motivos pessoais e egoísticos, para nos transcendermos a nos próprios, e os resultados que AE Guebuza teve é que conseguiu que o povo investisse em si mesmo e cada um lutasse para melhorar a sua própria vida, deixasse de estender a mão e fosse a luta.

Uma coisa boa nesta sucessão é que FJ Nyusi é um gestor da primeira linha. Todo o criticismo que foi feito a AE Guebuza sobre a sucessão, foi feito injustamente, porque desenvolver a capacidade das pessoas para posições importantes de liderança como as Chefe de Estado, requer um trabalho de equipe por um período de tempo muito longo, e alguns não conseguem passar o teste, e José Pacheco e Aires Aly são sinónimos disso, onde o primeiro até foi apontado como sucessor de Presidente Joaquim Chissano. Ele foi um dos primeiros que AE Guebuza identificou na sua sucessão e não passou o teste, porquê é um bom gestor e não líder. O trabalho para identificar o sucessor de um Chefe de Estado começa com esforços para identificar pessoas que sendo invisíveis para a maioria, são diamantes que podem ser lapidados e preparados para a função de Chefe de Estado que requer que tenham um grande Potencial de Liderança. Quando se tirou FJ Nyusi dos quadros seniores dos CFM para Ministro da Defesa (como civil), poucos perceberam que AEG já tinha visto o potencial de liderança deste e que nestes 4 anos estava a fazer o que era necessário para ajuda-lo a crescer e desenvolve-lo. O que povo pediu NYUSI & FRELIMO nestas eleições de 2014, é que consolidem as mudanças, criem mais confianças nas suas acções governativas e promovam o desenvolvimento mais inclusivos… para que a liderança de NYUSI & FRELIMO seja legitimada no dia-a-dia da construção deste país.

No meio da minha pequenez, as vezes esqueço quão grande é o poder Deus! Para o meu DEUS nada é impossível!

Inclusão de Pessoas com Deficiência, Uma Promessa Eleitoral adiada?

 Sem querer entrar na semantica se é ou não primeira vez que um deputado deficiente toma posse na Assembleia da Republica em Moçambique, vejo a menssagem apresentada pela STV sobre essa tomada de posse como uma Advocacia. Isto porque, a tomada de posse aconteceu e poderia ter acontecido em qualquer sala, ou mesmo no átrio da AR, mas a tomada do assento por parte do deputado terá que acontecer na plenária e, parece qua esta (Plenaria da AR) não esta preparada para receber um deputado ou visitante cadeirante, independentemente de que partido seja. A questao é a mobilidade da pessoa em pé de igualdade dos outros deputados e fazendo o que outros deputados fazem nornalmente. Se os outros deputados, falam no podio, este deputado quando pedir a palavra, devera tambem se deslocar ao pódio para proferir o seu descuro. E, se a cadeira de roda não lhe permetir isso, entao a AR como edificio ou instituição, estará a discriminar o referido deputado. Deficiencia não é doença, e ser eleito, é a unica condição constitucionalmente exigida para estar naquele pódio e, se qualquer deputado for eleito, mas não pode se movimentar ao podio e, é obrigado a falar de onde esta quando os outros vão ao podio, estaremos a violar os seus direitos constitucionais e a desrespeitar, a todos os cidadao que confiaram o seu mandato nesse tal cidadao. Vencido o debate se um certo partido  partido politico aceitava ou não os resultados eleitoras de 15 de Outubro de 2014 que condicionava a tomada de posse a razoes que nada tinham a ver con a Deficiancia, que ameçavam dividir o país, agora vem ao nu os problemas reais que qualquer deficiente enfrenta, independentemente da sua cor partidaria.


É certo que não é a primeira vez que temos um deputado deficiente na Assembleia da Republica. Todavia, ha muitos Moçambicanos que não sabem que o Dr Ezau Meneses é cego pelas fotos ou imagens da TV. De certeza, que existem muitos outros deputados ou governantes que teem deficiencias não visiveis e não servem como imagem para convencer aos leigos das necessidades dos deficientes. Existem muitos mocambicanos que não sabem que nos países desenvolvidos, os cegos e surdos vão ao cinema, cozinham e vivem sozinhos. Em Mocambique, quando se é cego, precisa retirar uma criança da escola para segurar a benguela para ajudar o cego se locomover. Ha muitos mocambicanos, incluindo profissionais de saúde, medicos e intrutores de viação que não sabem que os surdos já conduzem no Brasil, Africa do Sul, Portugal, Estados Unidos ou Inglaterra. Nestes países, os surdos conduzem, não porque são mais inteligentes do que os surdos Moçambicanos, mas simplemente porque essas sociedades olham os surdos de maneira diferente. As leis desses países, foram alteradas e deixaram de ser paternalistas, e olham a pessoa surda, de maneira empoderante. Esses países, olham a surdez, e qualquer outra deficiencia, criada pelo meio ou contexto onde a pessoa, esta e não a deformidade biológica (ou deficiencia física, motora, psicológica ou intelectua). Há países onde os surdos ainda não conduzem como a Zambia, Zimbabwe ou Kenya e não sei se como país, Moçambique escolhe seguir estes países ou ser mais progressista e seguir os mais avançados na area da deficiencia? Porque nesta aldeia global há de tudos, deste o Zimbabwe, Botswana, Estados Unidos ou Irlanda que ainda nao aprovaram a Convenção da Nações Unidas para os Direitos da Pessoa Portadora da deficiencia (UNCRPD em Ingles). Mas, mesmo sem aprovar a Conveção UNCRPD, ja permitem os surdos a conduzirem. Ha casos mais extremistas, como os o dos cincos estados dos EUA-USA que deram licença porte arma para os cegos. Essa decisão se baseia na aplicação dos direitos iguais para todos. Se o Second ammendment, que permite o direito de comprar armas para auto-defesa nos USA-EUA é importante para todo o americano, entao o mesmo nao deve ser restringido aos cegos porque nao. Estes, como cegos têm o direito de auto-defesa tambem. Mesmo, porque, na guerra actual dos drones, não precisa necessariamente, ter pernas para ir no campo da batalha, nem estar no Medio-Oriente, para dirigir um drone que mata um pseudo-terrorista. É possivel fazer isso sentado numa cadeira de rodas na California. O mesmo se aplica, aos novos carros, que parqueam sozinhos, ou os carros da google, que se conduzem sozinhos, irao permetir um cego, ter carro. Ter carro, nao vai equivaler, ter vizualização da estrada como agora. Mas, estas são outras discussões poerque as nossas são bem basicas. Senão vejamos, como é que a bengala branca utilizada por cegos nos países desenvolvidos para viverem de forma independnete (independente living) para tactear o seu caminho, poderia circular numa cidade como Maputo ou no Xipamanine, com os passeios esburacados, sem passadeiras devidamente marcadas ou com semáforos sem som que podessem informar ao cego que a passadeira abriu para o peão? Estes são os avanços que temos que como país devemos investir (estão lá no manifesto eleitoral do Presidente Filçipe Nyusi), para que a inclusão seja realidade e possamos dizer que a independência chegou para todos os mocambicanos, independemente da sua condição social ou biológica.

No fundo, paara mim a questao é PARA QUANDO UM CADEIRANTE OU DEFICIENCIENTE NOMEADO COMO MINISTRO? Sim nomeado como Ministro da Defesa por exemplo? Será que não existem Militares que foram desmobilizados ou estão na reserva por causa da deficiência que poderiam ser nomeados Ministros da Defesa? Existem muitos deficientes como competência em varias área que são relegados para o segundo plano ou tratados como cidadao da segunda ou incapazes, somente por causa da sua deficiencia. Também não sou a favor de nomeação de deficientes só porque são deficientes, mas talvez a questão de QUOTAS PARA DEFICIENTES seja necessario, não só nos Órgãos Legislativos (Assembleia da Republica; Assembleias Provinciasç Assembleias Municipaisç Parlamento Juvenil, etc.) como acontece com as Mulheres. Afinal, cerca de 15% da populaçãoo Mocambicana é deficientes e devem estar representados nos processos de tomada de decisão. A questao é que como país, devemos passar da fase em que as familias escondem os deficientes, por vergolha ou explicacoes que é resultado do feitico ou punicao de DEUS, para uma fase onde reconhecemos que é o meio que o desempodera. Na Africa do Sul, a Ministra da Mulher é Cega e nem por isso lhe impediu de ser nomeada para o cargo. Na Africa do Sul, as sessões do Parlamento são traduzidas em Lingua de Sinais para se reforçar a questão de Inclusão. Na Inglaterra, todas as TVs são obrigadas a terem teletextos onde os surdos podem seguir o que o locutor de TV fala. Tudo isto é em nome da Inclusão. E porque não em Moçambiqu?
Outra seria uma pergunta aos arquitectos que reabilitaram a actual CASA DO POVO (Assembleia da República), se não estou enganado em 1994/5, quando as sessões passaram a ter lugar na antiga Casa Militar. Porque não colocaram rampas nessa altura? Sera que não anteviam que um dia um cadeirante poderia ser deputado ou President da AR? Não fui ao actual Gabinete de Trabalho da Presidencia da Republica, mas será que um cadeirante se locomoveria lá sem problemas? A futura AR a ser construida na Catembe, será que será mais acessivel aos cadeirantes? Para os que falam da acessibilidade, gostaria de saber se a AR, produzia textos em Braille para o Dr Ezau Meneses? Porque a AR não faz tradução em língua de sinais durante as sessões? Sera que não existe um surdo entre os deputados ou visitantes que se beneficiariam com essa traduçao? Porque a TVM, STV, TIM, e outras TVs em Moçambique nao traduzem os seus programas em Línguas de Sinais? Ou porque não activam os teletextos para melhorar a acessibilidade aos surdos? Será porque estao a utilizar equipamento diferente da BBC ou ITV? Ou é questão da mentalidade dos seus Gestorem, que tendo a mesma tecnologia de ponta usada pela BBC ou ITV, acham que os surdos Moçambicanos são analfabetos e não benefciariam a traduação em Lingua de Sinais? Ou por outra, porque que a TVM, STV ou TIM, não emprega os surdos ou cegos na sua força laboral? Será que nós os Moçambicanos não sabemos que os cegos Ingleses e Sula Africanos tem contas no facebook? Será que nós nao sabemos que os cegos Zambianos e Zimbabweanos tem emais e utilizam computadores? Porque não criamos meios para a escola dos cegos e surdos na Beira ter computadores também`? Porque não subsidiar um Professor na escola especial 1, 2, 3, 4, etc a compra de iPad? Estes professores precisam de ajuda em technologia para ensinarem as nossas crianças deficientes e o Sr Presidente Filipe Nyusi deve mudar este estado de coisas que desfavore os deficientes e a sua inclusao na sociedade.  Falando dos Surdos, ainda hoje pergunto porque aos surdos é-lhes proibido conduzir em Mocambique até hoje? O que é que a falta da audiçao influencia na condução? Sera que os acidentes de viação que ceifam vidas em Mocambique hoje, haveria de aumentar se autorizarmos os surdos que tenham possibilidade de pagar por uma carta de condução, assim o Fazerem? Reparem, estou a falar de eliminar o impedimento legal ou medico que impede o surdo de tirar a carta de condução e não isentar os surdos de pagarem para sua carta de condução, como qualquer outro cidadão Moçambicano.

Porque que não encontramos um Surdo a trabalhar no caixa da SHOPRIGHT, GAME, ou MICA? Sera porque eles precisam de falar com os produtos ou clientes para scanarem os produtos ou darem os trocos? Ou é a nossa mentalidade discriminatória que olha os deficentes incapazes de contribuir na sociedade? Ou porque que a Fundação DinoFoi teve que mobilizar fundos para pagar a licenciatura da menina
Mércia Castela, que não tendo os membros superiors, e fez a 12ª Classe escrevendo com os pés? Porque não uma bolsa de estudos Estatal para pessoas com deficiência para ingressar no ensino superior como uma forma de discriminação positiva? Porque não isenção de direitos aduaneiros para compra de viaturas para pessoas com deficiencia e tenham dificuldades de locomoção? Porque dar isenção na importação de viculos somente aos partidos e deputados e não a pessoas que na realidade precisam de uma viatura para se deslocarem, quando para outras pessoas é luxo? Embora os dois tenham deficiencia, uma viatura é uma necessidade para um cedeirante e pode não ser para um surdo, daí que a isenção nos direitos aduaneiros, deve ser Segundo as necessidades e generalizada.
Acho que chegou o momento para olharmos a deficiência para alem das cores partidarias e admitirmos que qualquer um pode adquirir deficiência. Tanto, quanto sei, este Sr Deputado que tomou posse no dia 11 de Fevereiro, não estava no carrinho de rodas a 5 anos atrás, DAÍ QUE O QUE FOR BOM E EMPODERANTE PARA O DEFIENTE, É BOM PARA TODOS NUMA SOCIEDADE, já vi pessoas não deficentes a usarem a mais rampa doque escadas na AMODEFA, para um acesso em que pelas escadas dariam 10 passos e pela rampa fazem trinta passos.

Monday, 3 June 2013

O que ha de errado no Sistema Nacional de Saude de Moçambique: a injustiça e iniquidade orçamental alocada saude mata mais que a greve dos medicos!

nao importa se concordo ou nao coma greve dos medicos e profissionais de saude... O importante é tentar perceber o que de errado existe no Sistema Nacional de Saude como um todo... o que esta por detras disto tudo, e como pais tentarmos mudar o rumo das coisas... em reflexoes anteriores apontava para o problema da saude em moçambique como um problema da falta de esclarecimento da classe politica, ou melhor falta de vontade politica, e nao um problema de gestao do ministerio da saude (medicos, enfermeiros ou ministro)... o cerne do problema esta no facto do governo estar a alocar somente 6% do orçamento do estado para a saude de 23 milhoes de almas moçambicanas... esta errado e muitissimo errado e injusto... e viola o direito humano de acesso a saude e em ultima instancia o direito a vida, senao vejamos: o presidente Chissano Assinou em 2001 a Declaraçao de Abuja onde os lideres dos 54 paises africanos se comprometera em: para alcançarem os 8 Objectivos para o Desenvovimento do Milenio (ODMs) (3 dos quais sao ligados a saude: reduçao da mortalidade infantil, reducao da mortalidade materna e reducao do HIV/SIDA, malaria e TB). é imperioso aqui perceber que os lideres africanos tinham percebido (depois de assinarem a Declaraçao do Milenio que criava od ODMs em 2000), que nao iriam conseguir alcançar aqueles objectivos se nao fizessem algo. O alcance dos ODMs nao cairia do ceu, seria o produto directo da acçao e vontade politica de alocar 15% do orçamento do Estado para area da saude. Em Abuja, cada um dos 54 Governos Africanos (Presidente Joaquim Chissano esteve la em nome de Moçambique)reconheceram que se queriam mesmo o bem do seu povo, ou se queriam ter uma populaçao saudavel, tinham que alocar no minimo 15% do seu orçamento de estado para a area da saude. Nao é invençao ou vontade politica, mas um facto cientifico, uma questao de direitos humanos. Desde 2001, somente 5 dos 54 paises africanos atingiram esta meta de 15%. Nenhum pai é obrigado a passar esta fasquia dos 15% para a area da saude. Nao importa se somente 5 conseguiram atingir essa meta dos 15% que demonstra que os que nao atingiram estao certos. Importa sim saber como nao implementamos algo que assinamos por live e expontanea vontade e nao tem cariz de tratado internacional. Moçambique como pais é autonomo e passa os orçamentos que quer, mas nao deve culpar os outros quando recebe os resultados que merece. o Nosso Governo e parlamento sao autonomos e independentes, passam orçamentos que querem e nao podem justificar-se ou culpar os estrangeiros pelos orçamentos que passamos. Importa aqui referir que nao é a questao de ter recursos ou nao. Nao é uma questao de ter carvao, gaz, petroleo ou nao. Nao importa se o pais ç rico como Africa do Sul ou Angola. Sao 15% do orçamento do estado daquele pais. se o seu orçamento for de $1 biliao, entao $150 Milhoes deveriam ser alocados a saude. Se o orçamento for de $3 bilioes, entao $450 milhoes iriam para a saude e ate se o oçamento é de $100 milhoes, entao $15 milhoes devem ir para a saude, e assim sucessivamente. Como tal, nao podemos fazer a ligaçao do carvao ou gaz ao orçamento, mas o principio de equidade e justiça e direitos humanos de alocar, qualquer que seja o orçamento do estado (magro ou gordo), 15% deve ir para a saude. E até nao estamos a falar do PIB, estamos a falar do orçamento do estado, esse bolo que faz funcionar todas as instituiçoes do estado. Um pais serio que quer ver a sua populaçao saudavel, teria que alocar 15%, gradualmente de onde estava em 2001 até 2015. O Presidente Chissano assinou a Declaraçao de Abuja (nao sendo esta vinculativa ou uma lei ou convençao internacional, mas de implementacao voluntaria de quem quer)e governou 4 anos e saiu do poder e nunca cumpriu isso. Nao vimos o orçamento da saude a subir de 5% para 6% ou de 6% para 7%, nada.Ele continuou a governar alocandos os mesmos parcos recursos para a saude, como queria ele que o povo Moçambicano ficasse mais saudavel e nao morre-se. Como queria ele alocando 6% do orçamento para a saude que as nossas crianças nao continuasses a morrer, como queria ele que a malaia nao continuasse a matar se outras pessoas nao tem redes mosquiteiras ou antipaludico. como queria ele que as mulheres nao moressem com problemas de parto, se existem ainda muitas mulheres que nao tem maternidade perto ou teem de caminhar mais de 20 km para terem maternidade. como diminuir a maternidade materna, se a maioria das crianças que nascem neste pais nao nascem nas maternidades? O problema talvez esta no habtode que as ONGs e os doadores façam o nosso seu papel. Nao alocamos 15% do orçamento porque o doador hade acrescentar o que falta para a area de saude. Nao alocamos recusros na educaçao primaria, porque o doador e as ONGs irao fazer. Moçambique como pais esta habituado que UNICEF venha registar os nossos filhos daqui ha 5 anos, dai que existam neste pais milhoes de crianças hojes que nao tem cedula pessoal, incluindo centenas de milhares de aldultos que nao tem cedula ou BI, porque o doador vai fazer. é injusto deixar uma criança sem cedula hoje 2013. é um crime e violaçao dos direitos da criança deixar uma criança moçambicana sem cedula ou sem educaçao, nao importa as justificaços que possamos dar, o certo é que estamos a cometer uma violacao aos direitos dessa criança, nos todos como pais. Se o colono deixava as nossas crianças sem registo, entao qual é a diferença agora? Mas, voltemos a questao do financiamento da saude que é a questao de fundo: Veio entao o Presidente Guebuza em 2004 e nao se preocupou em cumprir esse preceito dos 15% para a saude. Nao sei se ele tinha em conta que os ODMs teriam que acontecer dentro dos 10 anos da sua governaçao. Para esta discussao, seria importante analizarmos a dotaçao orçamental que o governo do Presidente Guebuza fez para a area da saude nos ultimos 9 anos? Se o orçamento de 2013 ç de 6% entao podemos ver o progresso que este governo fez na area da saude. O estado actual do sector da saude e da saude dos moçambicanos no geral é resultado da acçao ou inacçao do governo, parlamento, politicos e até sociedade civil. Um parlamento que passa um orçamento sem olhar para questao dos direitos humanos, do direito a vida, do direito a saude, do direito a educaçao, é um parlamento cumplice na violaçao dos direitos humanos. Esse parlamento é cumplice do estado da saude actual que é a lastima. Hoje em Moçambique morrem mais pessoas por falta de acesso a saude e nao pela greve. Qualquer que seja o ministro de saude, Ivo Garrido, Manguele, Songane, Mucumbi Leonardo Simao, ou Helder Martins, teriam falhado o alcance dos ODMs em saude. Nao porque eles nao sao bons profissionais ou gestores, mas porque o governo continuou alocar recursos errados na saude. Mesmo o Dr Arroz, se for nomeado ministro hoje, vai falhar, porque nao se trata de falta de qualidades de gestores ou profissionais de saude, mas de um sistema que esta pobre e podre e que o governo teima cada vez mais em subfinanciar, com essa acçao poe o nosso sistema de saude na mizeria. A continuarmos alocar 5% ou 6% do orçamento de estado para a saude, nao admira que continuamos sendo um dos paises mais pobres do mundo ou um dos paises menos saudavel. E no minimo estanho que se queira investir 6% do orçamento na saude e quer se ter uma populaçao saudavel na ordem dos 90%? como tal seria possivel? Nenhum dirigente ou governo vai a igreja pedir a Deus para que de saude ao seu povo, e vai Deus nao concede se ele nao investir o suficiente. Saude nao é lotaria em que voce compa com $1 e ganha $100 milhoes. Saude de um povo é ciencia que se deve estudar, planificar e financiar. Queria lembrar o discurso do Dr Manguele aquando da visita da equipa de medicos chineses trazidos peloPresidente Guebuza a Mo♪5ambique que fez 400 operaçoes de cataratas em Maputo numa semana. No seu discurso ao presidente Guebuza o Dr Manguele disse: Camarada Presidente, Sua Excia: "nos (referia-se a todos os profissionais de saude Moçambicanos) temos capacidade tecnica de fazer essas 400 operacoes de cataratas num dia, mas faltanos equipamento. De-nos equipamento sua excelencia e nos vamos fazer essas operacoes e muito mais." E o Dr Manguele tem razao. Os medicos moçambicanos sao bons tecnicamentes, mas nao se faz operacoes a catarata (dura pouco menos de 20 minutos) com facas de conzinha. Precisa-se de investimento em equipamento proprio. Muitos dos que teem dinheiro vao nas clinicas privadas para encontrar o mesmo medico que atende no hospital publico. Queria perguntar porque nao analizamos porque a pessoa vai a clinica em vez do centro medico? Muitos é pela bicha ou cheiro. Uma feridinha que no posto de saude nao pagam nada, custa na clinica cerca de $50. Convenhamos, vao a essas clinicas porque acham que o atendimento é melhor, mas o pessoal é o mesmo, entao o problema nao esta na qualidade dos medicos, mas no proprio sistema nacional de saude. Pra mim esta tambem a questao de abertura de clinicas privadas como uma negacao do acesso ao direito a saude dos cidadaos e uma discriminacao fomentada pelo prorio estado. outros vao a Africa do Sul em consultas ou operacoes,nao porque os nossos medicos nao sao capazes, mas por uma simples razao: os hospitais de la teem equipamento e acima disso, sao limpos e nao cheiram a doença e tem toda a assistencia. So isso é uma vantagem de 20% para o doente curar, e o resto faz as habilidades do medico e os medicamentos. Sim, medicamentos sao importantes, porque sem eles nao cura ninguem. O que vale manter as portas do hospital abertas se nao tem os farmacos para combater as infecçoes. A menssagem aqui é clara: temos que exigir que o governo invista na saude, educaçao, combate a pobreza de forma justa. Nao se trata de levar todo dinheiro do carvao para pagar salario. Trata-se de distribuir esse pouco oçamento de forma justa e equitativa. é criminoso e injusto que hoje 2013 uma criança em Mavume ou Nagade tenha morrido de malaria... é injusto que uma mulher tenha morrido parturiente em Changara ou Xigubo porque nao teve acesso consultas pre natais e nao sabia que a gravidez era de risco... é injuto que um jovem tenha morrido de Tuberculose em Buzi ou ponta malongane por nao ter condiçoes de fazer o DOT... Precisamos de moralizar a gestao governativa... onde independentemente quem estiver a governo ha linhas que nao se devem descurar: o direito a vida, e tal direito a vida, advem ao acesso de uma saude de qualidade que por sua vez advem de uma dotaçao orçamental justa e equitativa... que neste momento esta fixada na ordem dos 15% ... é uma questao de FairPlay e justiça para com os pobres... :)