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Sunday, 9 April 2017

Jacob Zuma está errado forçando a saida da África do Sul do TPI

O Tribunal Penal Internacional (TPI) foi fundado em 17 de julho de 1998, em Roma, Itália e o seu estatuto (Estatuto de Roma do TPI) foi aprovado na conferência diplomática das Nações Unidas a 17 de julho de 1998 por 120 países após vários anos de negociações na ONU e entrou em vigor em 1º de julho de 2002, após 60 ratificações.

Hoje, a União Africana vem persuadindo seus países membros a se retirarem do TPI por causa duma suposta perseguição institucional contra a África e seus líderes. A recente decisão do Governo de Jacob Zuma na África do Sul, de Pierre Nkurunziza do Burundi e de Yahya Jammeh, ex-presidente da Gâmbia que foi revertida pelo actual Adama Barrow de se retirar do TPI alegando que este tinha “um peso e duas medidas” abre questionamentos importantes sobre o futuro do TPI, especialmente no que se refere ao continente negro. Mas, se bem que os países têm o direito legitimo de decidir se querem ou não serem membros do TPI ou de optarem por se retirar, é incompreensível as razões do porque Jacob Zuma insiste em retirar a África do Sul do TPI. Isto não só porque a África do Sul que é considerada pilar do Estado de Direito no Continente negro, mas a lição dada por Adama Barrow ao reverter a decisão que seria implementada pelo ditador Yahya Jammeh.

A África do Sul, como membro fundador do TPI e com um rico legado de apoio a medidas de justiça penal internacional sob a liderança de Nelson Mandela, a decisão de JZ de retirar a África do Sul do TPI foi uma primeira na história do tribunal. Jacob Zuma justifica a sua decisão de forçar a saída da África do Sul do Estatuto de Roma devido ao aparente conflicto com as suas obrigações para com a União Africana de conceder imunidade aos chefes de Estado Africano em exercício, quando recusou implementar a ordem do tribunal e não prendeu o Presidente do Sudão, Omar al-Bashir quando se deslocou a África do Sul em Junho de 2015 apara participar na cimeira da União Africana. Na Cimeira de 2012, que tinha sido marcada para o Malawi foi transferida para a sede da UA em Adis Abeba porque a Presidente Joyce Banda recusou convidar Omar al-Bashir. Na altura Joyce Banda disse claramente que embora tivesse obrigação de respeitar as decisões da UA, estavam também sob a obrigação de respeitar as leis internacionais, incluindo o Estatuto de Romano e, sendo que os interesses dos malawianos vinham primeiro, não estava interessada em aceitar as condições (chantagem) da UA de forçar um estado membro a hospedar um Chefe de Estado procurado por Haia, sob acusações de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra na região problemática do Darfur. Não é de ignorar que a decisão do Malawi se deve aos condicionalismos que ajuda externa dos doadores pesam no orçamento do estado Malawiano.

Com um mandado do TPI sobre a cabeça de Bashir, Jacob Zuma ou deveria o ter prendido e entregue a Haia para ser julgado pelas três acusações (genocídio grave, crimes de guerra e crimes contra a humanidade) ou fazer como Joyce Banda e não hospedar a cimeira. A incapacidade de JZ em prender Bashir resultou não só em condenação pela comunidade internacional, mas mais do que isso, foi a humilhação que teve quando o veredicto judicial interno África do Sul acusou o governo de JZ de violar com as suas obrigações legais internacionais e nacionais em não prendendo um Chefe de Estado fugitivo do ICC. Adicionado as críticas das organizações de direitos humanos por sua falta de tratamento formal sobre o assunto, o governo JZ que já vinha enfrentando varias situações de má governação desde o massacre de Marrikana, a delapidação do erário publico em $23 milhões para construir a sua mansão em Nkandla, e outros que ele sobreviveu tais como seu associado Schabir Shaik ter sido considerado culpado no caso de suborno pela compra de armas e levou com que o Presidente Thabo Mbeki o demitisse do cargo de Vice-Presidente, o facto de ter violado a filha de um amigo do ANC que era HIV+, e mesmo pelo facto de ter 6 esposas, e achou melhor retirar-se do TPI. A retirada esta a enfrentar safios constitucionalidade por não ter sido antecedido por discussão publica interna e nem o parlamento ter sido consultado. Mesmo se o TPI tivesse algum "preconceito contra a África" ​​não é justificável retirar um país por esse motivo. Principalmente, se olharmos que os dois outros países que se retiraram (Gambia e Ruanda) não têm reputação de serem líderes do Estado de Direito.

Quando a Gâmbia anunciou que se retiraria do TPI, acusou o tribunal de perseguição e humilhação dos africanos negros, mesmo que o atual procurador-chefe do TPI, Fatou Bensouda é Gambiano. Não esqueçamos os longos e mal sucedidos esforços da Gâmbia para usar o TPI para processar a União Europeia pela morte de milhares de migrantes africanos que tentam chegar à Europa ou a não-acusação de Tony Blair por seu papel na guerra do Iraque, são especificamente apontadas como uma ilustração do preconceito institucional por parte do tribunal para com África e teriam contribuído para a sua retirada do TPI. Mas desde 1994, que a Gâmbia era governado por Yahya Jammeh, que exercia o controle total sobre os militares e um historial de direitos humanos questionável, incluindo a repressão a adversários políticos, se ele não tivesse forcado pela CEDEAO a sair do poder depois de perder as eleições de 2016 na Gâmbia mais cedo ou mais tarde enfrentaria a perspectiva de emergir como um candidato a uma investigação do TPI. O novo presidente, Adama Barrow, já disse que a Gambia não vai mais deixar o TPI.

Com o Presidente Jacob Zuma a enfrentar um voto de confiança na África do Sul a sua insinuação de que o tribunal "não era mais útil", pode demostrar a sua própria visão corrupta de como tratar o erário Publico. Um olhar mais atento sugere que é sem base. Dos 8 casos que o TPI persegue em África, até agora dois foram referidos ao tribunal  pelo Conselho de Segurança da ONU - Sudão e Líbia - e 4 foram solicitados pelos próprios Estados a assistência do tribunal - o RDC, República Centro-Africana, Uganda e Mali. Somente em dois casos, Quênia e Costa do Marfim, é que o promotor iniciou de forma independente.  estes dois casos não podem ser utilizados como cavalo de batalha para justificar mobilizações para que os países africanos se retirassem em massa do TPI. Mais ainda é  o facto de que entre os partidários da retirada da África no TPI ninguém jamais argumentou que qualquer um dos oito casos atualmente sendo investigados não merece ser processado.

Se bem que o TPI está actualmente investigando situações no Afeganistão, Colômbia, Geórgia, Honduras, Iraque, Palestina e Ucrânia, não  é  menos verdade que até agora a maioria dos crimes que caem sob a jurisdição do tribunal têm ocorrido em África ou em países que não ratificaram o Estatuto de Roma, o tratado que estabeleceu o TPI. Na ausência de qualquer evidência convincente para sugerir existência de malícia por parte do TPI e sem qualquer motivo para acreditar que tenha feito mais dano do que bem na busca dos direitos humanos, os argumentos de Jacob Zuma para a retirada da África do Sul do TPI não são credíveis.

Até como funciona o tribunal, nenhum país africano consegue fornecer provas de que as estruturas do TPI estejam abertas a abusos ou manipulações. O TPI ee um tribunal é presidido por um painel diversificado de juízes internacionais nomeados por uma maioria de 2/3s da Assembleia de Estados Partes, da qual os países africanos signatários do Estatuto de Roma, ou do tratado que estabeleceu o TPI são membros.


O Tribunal segue 3  estágios para cada processo que investiga: primeiro uma câmara pré-julgamento 3 juízes avalia as provas para determinar se é suficiente para emitir um mandado de prisão. Isso significa que o promotor não pode simplesmente transportar qualquer pessoa para julgamento por um capricho ou fantasia. Por exemplo, muito recentemente, o Callixte Mbarushimana, líder das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda, foi levado a uma câmara pré-julgamento que rejeitou as acusações por insuficiência de provas e suspendeu o seu julgamento pelo Tribunal. Assim ficou demostrado que se não existirem provas suficientes, o acusado tem acesso a todos os direitos de um julgamento justo e é capaz de recorrer do veredicto. Isto mostra que o TPI é provavelmente a estrutura judicial mais sofisticada e justa do mundo. Na verdade ee que a ineficácia do TPI se deve, muitas vezes a relutância de muitos Estados em cooperar com suas investigações e cumprir com seus mandados de prisão como a África do Sul fez ao se negar prender Omar al-Bashir em 2015 quando o Governo decidiu ignorar o Supremo Tribunal da África do Sul e permitir que o presidente sudanês acusado de crimes de guerra visitasse impunemente o país. Mas esta não é uma razão para deixar a sua jurisdição.

Monday, 27 May 2013

REFLECTINDO A GREVE DOS MEDICOS E A IRRESPONSABILIDADE CRIMINOSA DE QUEM GOVERNA!

O que os governantes deste pais (Moçambique) devem perceber é: O povo moçambicano nao tem que pedir contas aos profissionais de saude (AMM ou medicos, enfermeiros e serventes) para ter o DIREITO A ACESSO DE SAUDE DE QUALIDADE... quem foi incumbido pelo Povo Moçambicano (contratado) e disse que conseguia trazer o acesso a saude de qualidade para todos os 23 Milhoes de Moçambicanos foi o Governo (este governo do nosso glorioso Partido que promete um futuro melhor ao povo ha mais de 20 anos) Este prometeu e jurou que era melhor que todos os ouros que tambem queriam governar, que era o melhor e que conseguia trazer o futuro melhor (Direito de acesso a saude de qualidade - Direito humano baspara se estar vivo junto com a alimentacao)... nao altura.. nao disse que iria penhorar essa obrigaçao de prover o DIREITO A ACESSO DE SAUDE DE QUALIDADE para todos... a aos Medicos, nem a AMM... ...hoje sinto que o governo esta se comportar como um pai irresponsavel que, tenta explicar ao filho de 6 meses ou de 6 anos, que hoje nao vai tomar obebiron de leite ou jantar, porque o barco que traz o leite nao atracou no porto de Maputo... que pensasse ou planificasse antes de fazer ou trazer efilho ao mundo... essa criança é obrigaçao dos pais de criar, alimentar e proteger... e nao deixar que ela morra ou acabe como criança de rua que cresce sozinho como de capim se tratasse... hoje, vai um apelo para que o governo se comporte como uma pai responsavel que quiz casar com a nossa mae Moçambique e sabia que tinha 23 milhoes de filhos hoje e muitos mais vao nascer nas proximas decadas... o governo que se comporte como um pai responsavel e aloque mais de 10% do seu orçamento do estado para as despesas da saude (nao so para salarios como para o desenvolvimento do sistema nacional de saude de qualidade que garante o usufruto do direito a saude como direito humano)... um governo que aloca 6% do seu Orçamento para saude é sim um governo irresponsavel, criminoso e egoista, igual a qualquer outro chefe de familia que so sabe gerar biologicamente crianças e nao sabe assumir a sua educaçao... se este governo acha que nao aguennta, entao que faça o favor de se descazar a nossa mae Moçambique (lembrem-se que é um contrato de governaçao temporaria e nao um até que a morte nos separe)... e outros, dentro do Glorioso partidotomarao as redeas para trazer o futuro melhor... Um governo, como qualquer chefe de uma familia, que aloca 0.7% do seu orçamento ao ministerio da mulher e acçao social para cuidar dos cerca de 12.5 milhoes moçambicanos (54% da populacao) que tiveram o infurtunio de cairem na pobreza e vivem com menos de 30Mts por dia é criminoso... é um governo violador dos direitos humanos... nao merece outro nome... a governaçao é algo dificil e nao é para todos... e um governo que nao consegue balançar os desafios sociais dos economicos... é um gde incompetentes... um governo que consegue fazer a economia crescer a 2 digitos e ao mesmo tempo a pobreza aumentar a 2 digidos, so pode significar acçao voluntaria de maldade para ver o povo sofrer.. é somente uma questao de justiça e responsabilidade....

Thursday, 23 May 2013

ECOS DA GREVE DOS MEDICOS: Reflexao sobre a culpabilidade

aos moralistas que acuzam aos médicos e profissionais de saude de crueldade e maldade... queria recordar que ninguem foi obrigado a ser politico, deputado, governo ou PR... as pessoas quizeram estar no poder e governo por se acharem capazez e acharem que era ai que iam melhorar as suas vidas... nao acredito que exista alguem hoje que seja deputado ou membro do governo para resolver os problemas do povo... muitos sao deputados ou governo para encher os seus bolços e nada mais... agora, cabe a quem de direito e esta no poder, a obrigaçao de resolver este problema dos medicos ou, se esse alguem achar que nao consegue resolver, demitam-se... e alguem, dos 23 milhoes de moçambicanos, que se ache ter mais capacidade ira resolver esse problema dos medicos... cada morte nos hospitais Moçambicanos esta semana era evitavel se o governo nao fosse tao irresponsavel e arrogante... era evitavel, se as pessoas nao penssassem nos seus umbigos e barrigas... nao sendo a primeira vez, os médicos avisaram com devida atencendencia que iam fazer a greve caso as suas condiçoes nao fossem satizfeitas... o que o governo fez? nada! Porque sera que o governo decidiu ignorar e desprezar os medicos? Talvez porque sabe que nenhum membro ou familiar directo seu frequentam esses hospitais que nem aspirina tem... é arrogancia e falta de visao do governo que esta a matar pacientes nos hospitais... ao pagar pouco ou nada aos medicos, o governo passa o certificado de obito aos pacientes nos hospitais... nao ha pior coisa que pagar mal um medico que cuida da vida das pessoas... mesmo fora da greve, muitos morrem porque este governo nao aloca fundos suficientes ao sector de saude.... este governo nao se interessa e nunca se interessou da saude do povo... como soluçao mesmo, é a demissao imediata do Ministro da saude... este Ministro da Saude ja demonstrou que nao tem capacidade de liderar o sector da saude... nao acredito que dentre os inumeros gestores neste pais, naos exista um outro com capacidades melhores que as demonstradas por Dr Manguele até agora... O PR deve procurar um outro que seja capaz de implementar o seu programa de governo e nao este Dr Manguele... nao acredito que dentre os 23 milhoes de moçambicanos nao existam outros com melhores opçoes governativas que os actuais deputados ou actual governo...